O que é uma verruga plantar?
A verruga plantar (também chamada papiloma plantar e, popularmente, "cravo") é uma lesão benigna da pele causada pelo vírus do papiloma humano (HPV). O vírus entra através de pequenas fissuras na pele e faz com que as células cresçam de forma desorganizada.
Na planta do pé, o peso do corpo empurra a verruga para dentro, o que explica porque é que muitas vezes parece pequena à superfície mas dói bastante ao caminhar. São mais frequentes em crianças, adolescentes e jovens adultos, mas podem surgir em qualquer idade.
Podem aparecer isoladas ou em grupo, as chamadas verrugas em mosaico, que formam uma placa de pequenas lesões juntas e costumam ser mais persistentes.
Sinais e sintomas
- Lesão arredondada, rugosa e endurecida, na planta do pé ou nos dedos.
- Pequenos pontos negros no interior (pequenos vasos sanguíneos coagulados).
- Interrupção das linhas naturais da pele, que contornam a lesão em vez de a atravessarem.
- Dor ao caminhar e, de forma característica, dor ao apertar a lesão dos lados.
- Por vezes, uma camada de pele espessa por cima, que a faz parecer um calo.
Como se confunde facilmente com calos, é importante um diagnóstico correto antes de tratar: o tratamento de um não serve para o outro.
Como se apanha?
O HPV sobrevive em ambientes quentes e húmidos. O contágio é mais provável quando:
- Se anda descalço em piscinas, balneários, ginásios ou duches partilhados.
- A pele tem pequenas feridas, gretas ou está amolecida pela humidade.
- Há outras pessoas em casa com verrugas e se partilham toalhas, chinelos ou o chão do duche.
- Se mexe, corta ou arranca uma verruga, o que pode espalhar o vírus a outras zonas.
- As defesas estão diminuídas, por doença ou medicação.
Nem todas as pessoas expostas ao vírus desenvolvem verrugas: a resposta imunitária de cada um tem um papel importante.
Como tratamos as verrugas plantares
Não existe um tratamento único que funcione igual para todos. Escolhemos a abordagem em função do tipo de verruga, da sua localização, da idade e das preferências de cada pessoa.
1. Avaliação e diagnóstico
Observamos a lesão e removemos com cuidado a pele espessa à superfície, o que ajuda a confirmar o diagnóstico e a distinguir a verruga de um calo ou de outras lesões. Se o aspeto for atípico, orientamos para avaliação dermatológica.
2. Desbridamento
Reduzimos a camada de pele endurecida que cobre a verruga. Isto alivia a dor ao caminhar e permite que o tratamento chegue ao tecido afetado.
3. Tratamento em consulta
Consoante o caso, podem ser usados ácidos e outros agentes tópicos aplicados pela podologista, crioterapia (aplicação de frio intenso) ou outras técnicas adequadas. O tratamento é normalmente feito em várias sessões, com intervalos de algumas semanas.
4. Cuidados em casa
Entre consultas, explicamos o que fazer (e o que não fazer) para não irritar a zona nem espalhar o vírus, e, quando indicado, a aplicação de produtos em casa.
5. Alívio da pressão
Quando a verruga está numa zona de apoio, uma pequena proteção pode reduzir a dor ao caminhar durante o tratamento.
Não corte nem queime verrugas em casa. Além de poder causar feridas e infeções, mexer na verruga é uma das formas mais comuns de a espalhar.
Como prevenir
- Use chinelos em piscinas, balneários e duches partilhados.
- Mantenha os pés limpos, secos e com a pele hidratada, sem gretas.
- Não partilhe toalhas, meias nem calçado.
- Se alguém em casa tiver verrugas, trate-as e limpe com regularidade o chão do duche.
- Evite mexer, coçar ou arrancar verrugas.
Quando procurar ajuda
Marque consulta se uma lesão na planta do pé dói ao caminhar, se está a crescer ou a multiplicar-se, se não tem a certeza de que é uma verruga, ou se os produtos de farmácia não resultaram. Pessoas com diabetes, má circulação ou defesas diminuídas não devem usar produtos para verrugas sem orientação.
Uma lesão que muda de cor, sangra sem razão aparente, cresce rapidamente ou tem bordos irregulares deve ser observada sem demora, porque pode não ser uma verruga.
As verrugas são muito frequentes em crianças: saiba mais sobre podologia infantil. Se pratica desporto e frequenta balneários, veja também a página de podologia desportiva.
A informação desta página é geral e não substitui uma avaliação presencial. Cada caso é analisado em consulta.